Certamente já passou da hora de discutir se estamos ou não vivendo uma crise econômica no Brasil. Ela existe sim e é um fato. Assim, o que precisamos lembrar é que crises econômicas vem sempre acompanhadas de duas notícias, uma boa e outra ruim.

A boa é que é uma crise, e como toda crise, uma hora passa. Nós, brasileiros, deveríamos até mesmo já estar acostumados com elas. A má notícia é que, entretanto, se não trabalharmos bem a ideia de crise econômica em nossa cabeça e em nosso entorno, ela se torna também crise social, crise moral, crise ética, crise de engajamento e crise criativa. Sim, ela se multiplica como Gremlins em contato com água.

Assim sendo, se não devemos mais discutir se a crise existe ou não, o que devemos pensar é a forma como nós, profissionais, devemos lidar com ela. Queremos “viver na crise”, ou “viver a crise”? Ou seja, vamos trabalhar e entregar resultados apesar ou através dela, ou vamos lamentar e esperar? A crise é sim um fato. O resultado negativo para o seu negócio, não.

Na minha empresa decidimos que iríamos viver (bem) na crise. Arregaçamos as mangas, focamos ainda mais na entrega de resultados, e seguimos em frente. Mesmo neste em período mais conturbado, aumentamos nosso faturamento, conquistamos novos clientes e contratamos mais profissionais. O mermado poderia estar mais fácil? Claro que sim! Mas poderia estar mais difícil, também. Afinal, grande parte do que difere um mercado mais ou menos fácil é o empenho com o qual você se joga nele.

Como toda empresa que atua com inteligência, se antes já estávamos próximos aos nossos clientes, hoje entendemos que precisamos estar ainda mais grudados a eles. Passamos a os entregar (bem) mais que o combinado, sempre de forma proativa. Entendemos que se o mercado esta difícil para nós, para eles (nossos clientes) a dificuldade também aumentou. Ou seja: agora podemos e devemos ser ainda mais relevantes para o sucesso de cada uma das empresas que aposta em nosso trabalho.

A crise econômica pode sim existir.
A crise de atitude, nunca.