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Viver durante a crise, mas não a crise
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2016, o ano do ponto de venda

varejo

A crise econômica (ou talvez parcialmente atitudinal) que vivemos por longo período nestes últimos meses talvez tenha sido uma das grandes marcas e lembranças que teremos deste ano de 2015.

Esta foi pauta frequente de jornais econômicos, blogs de comportamento e mídias especializadas de todo e qualquer setor da economia (inclusive a nossa, sendo também representado pelos artigos do tema publicados no Promoview).

Vivendo fortemente por meio do live marketing e convivendo com profissionais do setor, foi evidente notar que o nosso mercado também foi atingido pelos efeitos negativos não somente da crise econômica em si, mas também da crise de atitude empreendedora de clientes que movimentam o ponto de venda (a que chamarei aqui de atitudinal).

Aliás, altamente compreensível e justificada meio a tantas notícias nada animadoras publicadas pela impressa brasileira.

Existiram grandes e inspiradoras exceções, mas foram inúmeras as agências de live marketing que demitiram quantidade significativa de profissionais ou até mesmo fecharam suas portas durante o ano.

Os motivos podem ter sido diversos (e este não nos compete), mas certamente o fator econômico e atitudinal contribuíram, em maior ou menor grau, para este desdobramento.

Ao mesmo tempo, como citado acima, existiram exceções, ou seja, agências e empresas fornecedoras do setor que cresceram no período (a própria DuoVozz Inteligência, onde atuo, é um bom exemplo).

Pode ter ocorrido por conta do que alguns chamam de sorte (não acredito nesta palavra), de esforços pontuais, da possibilidade de flexibilizar sua estrutura, ou até mesmo por conta estratégias e planos de negócio vitoriosos – talvez por conta de todos estes mais outros fatores aqui não mencionados, juntos.

No entanto, se estas conseguiram manter seu crescimento em 2015, não foi utilizando um discurso único e singular. Não foi conscientizando seus clientes e o mercado como um todo a entender que, num momento de crise onde grandes empresas cortam investimentos, quem investe aparece mais.

Não foi conscientizando seus clientes e o mercado como um todo a entender que, num momento de crise onde grandes empresas investem menos, seria melhor investir ainda com mais força no ponto de venda (onde o resultado monetário aparece), ao invés das demais mídias que contribuem mais em imagem que venda.

Ora! Se publicitários são também vendedores, nós promocitários (termo criado pelo amigo Tony Coelho) o somos em dose dupla! E que hora é melhor para juntar os especialistas em vendas e os munir ainda mais de armas que em período de crise (não importa se econômica ou atitudinal), quando o shopper passeia menos pelo ponto de venda e experimenta/compra com mais cuidado cada produto?

Este ano tive oportunidade de palestrar em Brasília, Vitória, Uberlândia, Belém, Salvador e em uma dezena de pequenas cidades no interior de São Paulo sobre este tema (além de participar de pautas sobre ele no Mais Você, da Rede Globo, e Câmera Record, da TV Record).

Em todos estes eventos, tive como feedback histórias inspiradoras de agências e clientes que, acreditando que é justamente neste período de crise que o ponto de venda ganha força, foram lá, investiram, e cresceram não só em faturamento, como também em reconhecimento de marca.

A crise que penaliza fortemente o mercado brasileiro como um todo, em nosso caso, trás um efeito colateral que pode ser bem-vindo. Cabe a nós, juntos como poucas vezes fomos, lembrar aos clientes que sempre investiram no ponto de venda, que este é o momento em que ele se torna mais fundamental.